quarta-feira, maio 02, 2007


A crise no Jornalismo econômica causa reação nas mídias.

Alinne Aquino

Surgiu com notinhas de banqueiros e comerciarios, sempre teve como principio atingir os especialista e/ou interessado, ou seja, sempre esteve concentrado no privado e no setor público

O Jornalismo econômico e voltado para quem mais entende e para os negócios. A mídia Brasileira sempre circula em grande quantidade as nóticias de econômia, graças a grande mudança de moeda e a instabilidade que o Brasil viveu nos longos anos. Mas está obvio que cada vez mais a imprensa tenha que optar por empresas como Reuters, prestadoras de serviços à imprensa de todo o mundo para colher dados especializados.

Hoje é suficiente para perceber que as reportagens de economia passou a concentrar seu foco em apenas um segmento da sociedade: a classe empresarial e seus representantes. As equipes estão posicionadas junto ao poder político e econômico, vendo o país e sua realidade econômica e social apenas pelo ângulo do poder, ignorando a parcela mais significativa da sociedade: trabalhadores, aposentados, donas-de-casa, estudantes, microempresários e funcionários públicos.

Por estar posicionada a um ângulo que surgiu o Economês - como toda especialização tem seus jargões. Essa linguagem apareceu como uma especie de codificação intencional – ou não - e serviria exatamente para restringir o acesso da maioria da população aos problemas econômicos e suas causas.

É claro que os excluídos não dispõem do mesmo aparato técnico e institucional das empresas e organismos políticos - assessoria de imprensa, fax, e-mail - para inundar as editorias de releases. O Proprio Moreira Alves afirma em seu texto Desenvolvimento do Jornalismo Econômico – cá entre nós, ele diz que o Jornalismo econômico no Brasil e um dos melhores – que as entrevistas com pessoas de econômia do Governo Federal acabam sendo conhecidas e aparecem em programas diarios. O que exalta uma deficiencia no Jornalismo Econômico.

Podemos reparar que pessoas como Paulo Skaf, presidente da Fiesp, sempre aparece na mídias, o que o torna popular e requisitado para opinar sobre o tema em pauta. Sem esquecer que ele é um grande empresário do ramo textil e entrou na fase que o setor finaceiro passou a ditar regras no mundo empresarial.

Como qualquer área especializada do Jornalismo, caimos na teia que escrevemos só para aqueles entendidos, o que na verdade teria que ser: escrevo para todos, mesmo sabendo que só alguns entenderão. Acredito ao contrario de Luiz Nassif, que continuamos a ter os mocinhos e bandidos, mas o que a empresa jornalistica ganhará com isso? E melhor colocar todos no mesmo patamar.

Moreira também questiona se a crise econômica esta presente no Jornalismo. Posso afirmar que sim, e só abrir um jornal de grande circulação e reperar que todos abordam segmentos iguais.



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